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Maracaju, Mato Grosso do Sul, Brazil
Professora de Artes na Rede Estadual - Escola Pe Constantino de Monte

Morre a árvore, nasce a arte

Morre a árvore, nasce a arte
Escultura de Elmar Medeiros em Maracaju

domingo, 1 de setembro de 2019

Arte Cristã Primitiva


A Arte dos perseguidos

Arte dos cinco primeiros séculos do aparecimento do cristianismo, e divide-se em dois períodos: antes e depois do reconhecimento do cristianismo como religião oficial do Império Romano, que foi feito pelo Imperador Constantino, no ano 330 d.C. Porém, antes de ser oficial, essa religião foi clandestina, e vorazmente perseguida.

No primeiro período as imagens produzidas são também chamadas de Paleocristãs. Os cristãos não cremavam os corpos como faziam os romanos, pois essa prática não é aceita pelo cristianismo, então enterravam secretamente seus mortos em corredores subterrâneos de Roma que passaram a ser seu cemitério. Dentro dessas galerias o espaço era pequeno, os mártires, porém eram sepultados em locais maiores e em suas paredes e teto foram realizadas as primeiras pinturas cristãs.



Inicialmente eram representações dos símbolos cristãos: a cruz ‑ símbolo do sacrifício de Cristo; a palma ‑ símbolo do martírio; a âncora ‑ símbolo da salvação;



 e o peixe ‑ o símbolo preferido dos artistas cristãos, pois as letras da palavra "peixe", em grego (ichtys), coincidiam com a letra inicial de cada uma das palavras da expressão Iesous Christos, Theou Yios, Soter, que significa "Jesus Cristo, Filho de Deus, Salvador".
Mais tarde, começaram a aparecer cenas do Antigo e do Novo Testamento como a Arca de Noé, Abraão e o sacrifício de Isaac, Jonas e o monstro marinho, Daniel na cova dos leões, os três jovens hebreus na fornalha, a recuperação do cego, a cura do paralítico e a ressurreição de Lázaro. 








Mas o tema predileto dos artistas cristãos era a figura de Jesus Cristo, o Redentor, representado como o Bom Pastor.

A arte cristã primitiva era executada por homens do povo, convertidos à nova religião, daí sua forma rude, às vezes grosseira, mas, sobretudo muito simples. As imagens são singelas e melancólicas, maneiras disfarçada e oculta de divulgação do culto cristão, para fugir da perseguição dos romanos.

Seguem imagens de várias catacumbas do território do Antigo Império Romano.









É provável que existam muitas catacumbas ainda a serem descobertas por todo o território que já tenha pertencido ao Império Romano no período da perseguição aos cristãos. Recentemente houve uma grande descoberta arqueológica. Clique no link abaixo e veja a matéria!

REFÚGIO CRISTÃO DE 1700 ANOS ENCONTRADO EM TERRITÓRIO LIBERADO DO ESTADO ISLÂMICO

quarta-feira, 28 de agosto de 2019

Movimentos Vanguardistas Europeus





A arte do fim do século XIX e início do século XX, como toda arte, foi influenciada pelos acontecimentos da época: 

Interesses econômicos levavam as nações europeias à se armarem para a I Guerra Mundial.

Grandes descobertas como a eletricidade, o automóvel e o avião mudavam a vida e a relação das pessoas com o consumo.

A Revolução Industrial gerou desigualdade social ocasionando revoltas e greves.

As mudanças rápidas criaram não só uma nova arte, mas várias, que conviveram e influenciaram umas às outras.

Segue um resumo de cada movimento, e algumas imagens dos principais artistas de cada um deles.


Expressionismo - Iniciado na Alemanha no começo do século XX expressando sentimentos e emoções. Revela o lado pessimista da vida, causado pela modernização das cidades que trouxe isolamento às pessoas. Formas e cores naturais foram alteradas para causar impacto emocional, composições agressivas desprezavam perspectiva, luz e sombra para expressar o patético, o trágico e o sombrio.









Cubismo - Surgiu em 1907, quando o quadro Les Demoiseles D’Avignon de Pablo Picasso foi exposto em Paris. Esta pintura foi influenciada pela Arte Africana que estava sendo descoberta pela Europa. Vários artistas passaram a pintar decompondo a realidade em fragmentos. Esta nova forma de representação rompeu preceitos mostrando que existem outras maneiras de perceber e interpretar a realidade.












Fauvismo - Tem como características a máxima expressão pictórica, cores intensas, porém as formas são simplificadas. Temas leves sem intenção crítica revelam apenas beleza, emoções e alegria de viver. O movimento recebe este nome porque os artistas eram chamados de Fauves (feras), devido à sua forma agressiva de lidar com as cores.














Abstracionismo - Recusa a herança renascentista das academias de arte abandonando o compromisso de representar a realidade aparente e não reproduzem figuras nem tema algum que se assemelhe à realidade, o que importa são as formas e cores da composição. Há duas vertentes principais: a informal ou lírica, que privilegia as formas livres; e a geométrica, que utiliza instrumentos em busca da precisão.











Futurismo - Surgiu de 1909, com a publicação do Manifesto Futurista. Utilizava-se de cores vivas, contrastes e sobreposição de imagens com a pretensão de dar ideia de movimento, dinamismo e velocidade.  A obra rejeitava o moralismo e o passado, e chegou a defender a destruição de museus e de cidades antigas.









Dadaísmo - Originado em 1915, em plena I Guerra Mundial, em Zurique. Negava todas as tradições sociais e artísticas, sua base era anarquismo e o seu slogan era: “a destruição também é criação". Contrários à burguesia e ao naturalismo, buscavam acabar com a arte acadêmica, admirando a arte abstrata, o acaso e o absurdo. Tinham tendências claramente anti-racionais e irônicas, totalmente sem sentido. O objetivo máximo era o escândalo.













Surrealismo - Pretendia explorar a força criativa do subconsciente, o anti-racionalismo, a livre associação de pensamentos e os sonhos, norteado pelas teorias psicanalíticas de Freud. A liberdade era extremamente valorizada seguindo a abstração e o figurativismo, utilizando de grande habilidade nas técnicas academicistas.

















Videoaula Vanguardas Europeias
 Movimentos Vanguardistas Europeus

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